
A Paris Filmes decidiu não distribuir Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em nota oficial, a empresa afirmou que foi procurada para avaliar o projeto, mas optou por não seguir com a distribuição do longa.
Segundo a distribuidora, não existe negociação em andamento nem qualquer contrato firmado relacionado ao filme.
Em comunicado, a empresa explicou que costuma receber propostas de produtoras nacionais e internacionais para avaliar possíveis lançamentos.
No caso de Dark Horse, a análise comercial foi realizada, mas a distribuidora decidiu não avançar com o projeto.
A nota afirma:
“A Paris Filmes informa que, como distribuidora atuante no mercado cinematográfico brasileiro, é frequentemente procurada por produtoras nacionais e estrangeiras para avaliar oportunidades de distribuição de diversos projetos. Nesse contexto, a empresa foi contatada para avaliar eventual interesse comercial na distribuição do filme Dark Horse. Após análise interna, a Paris Filmes decidiu não avançar com a distribuição do longa. A distribuidora esclarece que não há negociação em curso, compromisso firmado ou contrato de distribuição relacionado ao filme.”
A produção também está no centro de uma investigação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.
Segundo reportagem do The Intercept Brasil, o parlamentar teria recebido cerca de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, para financiar o projeto cinematográfico. As apurações seguem em andamento, e não há decisão judicial definitiva sobre o caso.
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O filme é estrelado por Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro.
O elenco internacional também reúne Lynn Collins, Esai Morales e Felipe Folgosi.
A direção é de Cyrus Nowrasteh, enquanto informações indicam que o roteiro foi escrito por Mário Frias, ex-secretário especial da Cultura durante o governo Bolsonaro.
De acordo com o Metrópoles, uma versão do roteiro descreve cenas de ação na Amazônia envolvendo confrontos contra cartéis do tráfico, além da participação de indígenas e xamãs.
Já o trailer divulgado indica que a narrativa deve concentrar boa parte da história no atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018.
Até o momento, a produção ainda não possui distribuidora confirmada para lançamento nos cinemas brasileiros.
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