
A novela A Nobreza do Amor, exibida pela Globo desde março de 2026, conquistou os fãs ao retratar a cultura africana e valorizar o Nordeste brasileiro.
Ambientada na década de 1920, a trama apresenta uma história diferente das produções tradicionais da faixa das seis. Confira cinco curiosidades sobre a novela.
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Um dos maiores diferenciais de A Nobreza do Amor é o Reino de Batanga.
Localizado na costa ocidental da África dentro da narrativa, o território foi criado a partir de referências culturais, históricas e sociais de diferentes países africanos.
Segundo a produção, esta é a primeira vez em mais de seis décadas de dramaturgia da Globo que uma novela retrata um reino africano como parte central da história.
Para tornar o universo africano ainda mais autêntico, a novela utiliza expressões inspiradas no quimbundo e no umbundo, línguas faladas em Angola.
Termos como “Zambele” aparecem ao longo dos capítulos contextualizar cumprimentos, rezas e exclamações.
A personagem principal é a princesa africana Alika Cayman (também conhecida como Lúcia dos Santos), interpretada pela atriz Duda Santos.
Alika foge de um casamento arranjado e busca refúgio no Rio Grande do Norte. Durante a fuga, ela conhece o homem por quem se apaixona e passa a enfrentar inúmeros desafios para proteger sua identidade.
A trama faz uma releitura simbólica da chegada da Família Real ao Brasil em 1808. Desta vez, em vez de uma corte europeia, a narrativa acompanha uma realeza negra e soberana em busca de proteção no interior nordestino.
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Outro destaque da produção é o elenco, formado majoritariamente por atores negros, o que reforça a proposta da novela de ampliar a representatividade na dramaturgia brasileira.
A obra reúne nomes conhecidos do público, como Lázaro Ramos (Jendal), Duda Santos (Lúcia/Alika), Erika Januza (Niara) e Ronald Sotto (Tonho).
Após cerca de 30 anos de carreira, os fãs finalmente puderam ver o lado ácido de Lázaro Ramos. Além do desafio dramático, o ator precisou lidar com figurinos pesados para compor o personagem Jendal.
Segundo ele, os colares utilizados nas gravações chegam a pesar cerca de 6 kg, enquanto os mantos e roupas acrescentam ainda mais peso ao visual.
“As pessoas estão elogiando muito o visual do personagem, mas tem uma coisa que ninguém sabe, que é o peso. Então vou revelar agora: os colares têm 6 kg, os mantos com as roupas 2,5 kg. Eu começo, sei lá, 9 horas da manhã… quando dá 5 da tarde eu estou com 235 kg em cima de mim aqui. Mas está valendo a pena porque está bonito.”
Daniel Rangel, intérprete de Manoel, contou que a preparação para as cenas de dança foi marcada por momentos divertidos.
De acordo com o ator, Theresa Fonseca e Júlia Lemos aproveitaram os ensaios para brincar com seus passos durante as coreografias.
Ele também revelou que gravar uma novela de época durante o verão exige bastante resistência.
“O figurino tem cinco camadas”, explicou o ator, citando regata, camisa social, colete, paletó e gravata como parte da composição do personagem.
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