
Enquanto a 2ª temporada de The Last of Us se aproxima, prometendo novos horrores com o fungo Cordyceps, a vida real revela que microrganismos podem ser tão fascinantes quanto a ficção — e, em alguns casos, mais perigosos. A HBO elevou o Cordyceps ao status de vilão global, mas a ciência mostra que fungos reais, como o Cryptococcus neoformans e a Candida auris, já desafiam a humanidade com epidemias silenciosas.
Na série, o Cordyceps transforma humanos em criaturas controladas por fungos. Na natureza, seu parente real, o Ophiocordyceps unilateralis, faz algo similar — mas só com formigas:
Zumbificação real: o fungo força a formiga a escalar plantas e morder folhas antes de morrer.
Ciclo sinistro: o microrganismo cresce no cadáver, liberando esporos que infectam novas vítimas.
Sem volta: “a formiga não revive, vira apenas um hospedeiro para o fungo”, explica Mindy Weisberger, autora de Rise of the Zombie Bugs.
A ficção acelera o processo (horas vs. semanas na vida real), mas a mensagem é clara: fungos são mestres em manipulação.
Os criadores Craig Mazin e Neil Druckmann prometem aprofundar o terror fungal:
Enquanto o Cordyceps não infecta humanos, outros fungos são ameaças reais:
Cryptococcus neoformans:
Candida auris:
Febre do Vale (Coccidioides):
A popularidade de The Last of Us impulsionou o interesse por micologia, mas cientistas temem distorções: “Fungos reais são mais complexos que os da TV”, diz Brian Lovett, da Universidade Cornell.
Aplicações positivas: medicamentos (como penicilina), biocombustíveis e embalagens sustentáveis.
Mistérios ancestrais: cogumelos já foram associados a fadas e elfos na mitologia europeia.
A nova temporada de The Last Of Us estreia nesse domingo, à partir das 22h00, na HBO Max.
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